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domingo, 21 de maio de 2017

Pequenas Mentirosas ( Pretty Little Liars), de Sara Sherpard



Baseada na série de livros “Pretty Little Liars”, de Sara Shepard
Género: Drama, Mistério, Romance Policial, Suspense
Criadores: I. Marlene King
IMDB: 7.6/ 10
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"Ainda estou aqui vadias, e eu sei tudo!"
                                                            - A
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PARTE I - Opinião

Comecei a ver Pretty Little Liars (Pequenas Mentirosas na versão portuguesa) a meio da 1ª temporada.

Estava à procura de uma nova série para ver e, como gosto de livros e séries de crime/mistério/thriller, o desaparecimento de uma rapariga "Allison" pareceu algo simplesmente irresistível.

Vi metade da série a que não tinha assistido de uma assentada, comecei a acompanhá-la e fiquei viciada de imediato. Já mencionei anteriormente que gosto bastante de psicologia, por isso fiquei curiosa sobre A, o antagonista, libertando a detetive que há em mim e tentando “ler” as personagens, a fim de procurar por pistas que me levassem ao culpado e quais os motivos que o levaram a torturar estas raparigas.

Fiquei bastante satisfeita com a revelação do primeiro A (em parte porque as minhas desconfianças sobre quem eram estavam corretas), e, para mim, o ator que deu vida à personagem fez um bom papel.

Posto isto, as primeiras temporadas são, na minha opinião, bastante satisfatórias e valem a pena assistir. O meu problema é com a continuação da série. Estamos agora na 7ª e última temporada (6ª se assistirem no AXN White) e, para mim, os autores da série desleixaram-se, uma vez que se começaram a focar mais nas relações dos personagens em detrimento do mistério – o ponto focal da série – quase que a tornando numa espécie de novela.

A revelação do segundo A foi, para mim, uma deceção. A partir daí desisti de criar teorias e de tentar conectar os pontos a fim de descobrir quem era o culpado, apenas e só porque existem tantas pontas soltas e pistas falsas que se torna quase impossível fazê-lo. Estamos a 5 episódios do final da série e eu, sinceramente, não sei como irão explicar tudo aquilo para o qual não temos ainda resposta.

Tudo isto chega a dar-me cabo dos nervos, porque os criadores e autores poderiam fazer algo brilhante com esta série. Acho que seria bastante interessante se tivessem revelado a identidade de A mais cedo para a audiência, para que pudéssemos ver a personagem em ação “behind the scenes” – os seus motivos, a forma como trabalha, como sabe tanto sobre as raparigas e como é capaz de seguir todos os seus passos a todo o momento.

Apesar de tudo isto, ainda mantenho fé de que consigam fazer algo espetacular para a revelação do último A – sonhar não custa… - e que explicam todas as pontas soltas que deixaram para trás.

P.S.: Uma vez que a série está a chegar ao fim e que esta semana não houve nenhum episódio de PLL, decidimos fazer um especial “Pretty Little Liars”. Iremos fazer alguns posts sobre as diferenças entre a série televisiva e os livros, por isso, caso estejam interessados, não deixem de visitar o blog.













segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Diário de Anne Frank




Autor: Anne Frank
Titulo: O diário de Anne Frank
Género: Biografia, Drama
Editora: Livros do Brasil

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" As pessoas podem mandar-te manter a boca fechada, mas isso não te impede de teres a tua própria opinião."                                                               pensamento de, Anne Frank
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Um diário escrito por uma criança de 13 anos que, devido à perseguição Nazi, decorrida na durante a segunda guerra mundial, teve de crescer demasiado rápido. Era no seu diário que Anne Frank mantinha os seus pensamentos e desejos, e foi através dele que nos apercebemos o quanto ela cresceu em apenas 2 anos.

Inicialmente Anne começa por descrever as actividades de todos no anexo, bem como a vinda de um ocupante que não era previsto, afinal se pudessem salvar mais alguém, era bom. Para o fim do diário, começa a escrever também sobre a guerra que está eminente, e sobre o desespero que sente por estar a demorar tanto. No meio de bombas a rebentar, e metralhadores bem perto de si, esta descreve também o medo que sente, e como acaba por se habituar à situação, aprende a controla-lo melhor.

É inacreditável a crueldade que alguns seres conseguem praticar contra pessoas, apenas por pensarem diferente deles. Porém, desde o momento em que Otto (pai de Anne) leva a família para o esconderijo, perto do seu escritório - nesta altura a menina tinha 13 anos, vê-mos que apesar de hitler e da sua maldade, existem também pessoas boas que os ajudam apesar das possíveis repercussões que podem sofrer se forem apanhados. Anne, diz mesmo que caso os seus ajudantes forem apanhados, sofrem o mesmo destino que eles, o que segundo a minha perspectiva torna o acto destes, algo realmente significativo.

No decorrer da sua escrita vemos também o esforço dos 8 ocupantes do anexo para se manterem com uma postura positiva perante o que acontece lá fora bem como a culpa que Anne sente por se sentir em baixo e presa, quando muitos judeus (provavelmente todos os seus amigos da escola) já foram levados por hitler para um destino realmente horrível.

Apesar dos seus esforços em permanecer escondidos, os oito ocupantes do anexo acabam por ser apanhados, junto com dois dos seus ajudantes, na manhã de 4 de Agosto de 1944, embora não se saiba se por denuncia ou não. Sendo assim levados para campos de concentração.

O único sobrevivente foi Otto, pai de Anne, que recebeu o diário desta por  Miep Gies ( uma das ajudantes que não foi apanhada), podendo assim dedicar-se a partilhar o que passaram com o mundo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Apenas um dia



                             


Autor: Gayle Forman
Titulo: Apenas um dia
Género: Drama, romance
Editora: Editorial Presença

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"«Ser ou não ser, eis a questão» - é um verso do mais famoso monólogo de Hamlet, que é provavelmente o mais famoso monólogo de Shakespeare." "Mas, e se Shakespeare - e Hamlet - se tivessem enganado na pergunta? E se a questão não fosse « ser ou não ser», mas como ser?"
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Gayle Forman, veio demonstrar de uma forma bem romântica que um acontecimento pode mudar o rumo de uma pessoa.

Depois de Adam e Mia, a autora traz-nos Allyson Healey. Uma menina jovem e muito organizada que tem a vida toda planeada, até que decide fazer algo inesperado para ela.

Durante uma viagem de um curso que foi fazer a Europa, Allyson decide ir assistir a peça "Noite de Reis, em um teatro ao ar livre, onde vê Willem pela primeira vez. Mais tarde, conhece-o, apercebendo-se que o rapaz é o oposto dela. Willem é um ator de espírito livre, que a convida para ir para Paris com ele. Não conseguindo resistir ao jovem esta aceita e vai, passando assim as vinte e quatro horas mais emocionantes e divertidas de sua vida. Mas claro como tudo o que é bom tem um fim, depois de uma noite bem passada, Allyson acorda sem Willem por perto, pois este tinha desaparecido. Assim, ela volta para casa de coração partido.

Porém, alguns meses depois depois de repensar aquela situação Allyson pergunta-se o que terá acontecido e decide ir à procura de respostas. Depois de muito procurar acaba por descobrir o que acontecera a Willem e finalmente voltar a encontra-lo.

O final é deixado em aberto o que pessoalmente não gosto muito, sabemos que eles voltam a encontrar-se mas não sabemos o que acontece a partir daí. Mas em geral é um bom livro.

Nesta obra vemos o crescimento de uma jovem que vai descobrindo o mundo, além de a si própria. Há sua maneira esta aprende sobre o mundo e que por vezes uma "loucura" pode ensinar mais que uma vida planeada ao milímetro.



    

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Se eu ficar






Autor: Gayle Forman
Titulo: Se eu ficar
Género: Drama, romance
Editora: Editorial Presença

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" Se ficares, faço o que quiseres. Deixo a banda, vou contigo para Nova Iorque, Mas, se precisares que me vá embora, faço isso também. Estive a falar com Liz e ela disse que, se calhar, regressares à tua vida antiga poderia ser demasiado doloroso; que talvez fosse mais fácil para ti apagares-nos. Isso seria uma merda, mas eu fá-lo-ia. Posso perder-te assim, se não te perder hoje. Eu deixo-te ir. Se ficares."   

                                                                                    De Adam, para Mia
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Mia, tinha uma vida completamente normal, para uma rapariga da sua idade, tendo nesse momento duas opções: por um lado, tem família, o namorado, e os amigos; por outro, tem a oportunidade de ir para Nova Iorque dedicar-se à sua verdadeira paixão - a música.

Até que numa manhã de Fevereiro, quando ela e a sua família resolvem ir dar um passeio de carro, acontece algo inesperado que muda a sua vida para sempre. Ao sofrer um acidente, com graves consequências, esta apercebe-se que a vida pode mudar numa fracção de segundos. 
À medida que os paramédicos a transportam dos destroços quase irreconhecíveis, do automóvel e a tentam reanimar, Mia não pode senão ficar a observara cena, como mera espectadora do seu próprio corpo.

Nas vinte e quatro horas seguintes, a jovem vai debater-se com uma grande decisão, entre o ficar ou partir, tendo de descobrir o verdadeiro sentido da vida, depois daquele trágico acontecimento.

No decorrer da sua obra a autora lança-nos sobre algumas reflexões da vida. Valerá a pena continuar quando perdemos tudo? devemos tentar encontrar sempre um motivo para viver, ou será mais fácil apenas desistir? 

Assim vamos assistindo à alegria inicial de uma jovem apaixonada. À confusão adolescente entre seguir um sonho ou continuar na zona de conforto com quem mais ama. Podemos aperceber-nos do desespero e impotência de quem se vê no meio de uma tragédia sem poder fazer nada. E também a confusão e força de Mia,  filha e irmã, que nos ensina que mesmo quando tudo parece perfeito a vida pode mudar num segundo, restando-nos apenas seguir em frente. Amei toda a escrita, que nos passa grandes ensinamentos acerca do que realmente é viver. E que por vezes isso implica decisões que não estamos prontos para tomar.

Um livro inesquecível de Gayle Forman, com uma escrita fluída, baseada nos pensamentos de Mia. Deste modo, aprendemos que às vezes é necessário olhar para o passado, e tentar olhar, não para o que perdemos mas sim para o que ainda temos, pois onde há vida há esperança.


sábado, 10 de dezembro de 2016

viver sem ti, de Jojo Moyes


Autor: Jojo Moyes
Titulo: Viver sem ti
Género: Romance, Drama
Editora: Porto Editora
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" Não tinha sido capaz de falar do Will, pelo menos não da maneira como eles falavam, como se aqueles que amavam continuassem a fazer parte das suas vidas, talvez ali mesmo, na sala ao lado."
                                                Pensamento de Louisa Clark  __________________________________________________

A tão esperada continuação da obra “ viver depois de ti”, de Jojo Moyes.
Depois de perder Will, Lou é obrigada a seguir em frente. Porém nem sempre é fácil, e nem tudo correu como era planeado.

Quando a decisão de Will, veio ao conhecimento da população, todos os  envolvidos foram não apenas criticados mas julgados, tendo de aprender a viver com as consequências.

Depois de um acidente levar a família de Lou a pensar que esta tinha tentado suicídio, estes obrigam-na a procurar ajuda externa para conseguir ultrapassar o luto. É nesta altura que surge uma nova surpresa, Will tinha uma filha da qual nunca tinha ouvido falar, e que vai a Lou em busca de ajuda.

Á medida que a história se vai desenvolvendo Lou conhece muita gente nova, que também sofreu perdas. Tendo também de aprender a lidar com uma adolescente bem difícil.

Será Lou capaz de seguir em frente, e encontrar um novo amor? Poderá ela ter força o suficiente para retomar uma vida que nunca chegou a começar?

Uma obra maravilhosa, que demonstra que cada pessoa supera a perda ao seu ritmo. E que as vezes um ato pode mudar uma vida.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Viver depois de ti, de Jojo Moyes


     

Jojo Moyes


Jojo Moyes, nascida em 1969,em Londres, Inglaterra, Reino Unido, formou-se na Universidade de Londres. Tornando-se romancista em 2002, quando lançou o seu primeiro livro foi publicado, decidindo assim dedicar-se por inteiro à escrita.


  • Viver depois de ti


Autor: Jojo Moyes
Título: Viver depois de ti
Género: Drama, Romance

 Jojo Moyes, retrata duas personagens completamente diferentes. De um lado Louisa, que tem uma vida pacata, em que todos os dias são iguais, vivendo acomodada na sua própria rotina e cidade; por outro lado, temos Will que vive cada segundo intensamente, tentando que cada dia seja melhor que o último, até ao dia em que sofre um acidente. Ficando preso a uma cadeira de rodas Will toma uma decisão que vai contra a sua família – terminar com a própria vida.
 Ao ficar desempregada, Lou vê-se obrigada a aceitar um emprego como tratadora de Will Traynor. Porém, Will tornara-se uma pessoa autoritária, e cheia de mágoa, sendo assim de difícil trato.
Com o seu jeito meio desastrado e as suas roupas extravagantes, Lou consegue aproximar-se dele, fazendo com que a família de Will ganhe uma nova esperança, de que o jovem repense a sua decisão. Ao descobrir a sua decisão a jovem decide fazer tudo ao seu alcance para lhe provar que existem ainda motivos para viver, e que o pode fazer feliz. Um livro que nos faz sorrir e também chorar.
Nesta obra de jojo Moyes, somos obrigados a reflectir num tema, que ainda hoje, gera muita controvérsia: o direito á liberdade de escolha sobre a própria vida. Será que é certo acabar com a nossa vida? Ou devemos tentar arranjar sempre um motivo para viver? Será que o amor de Louisa é o suficiente para manter Will, uma pessoa anteriormente alegre e intensa, com vida?

“Só se vive uma vez. É a tua obrigação viver da melhor forma possível”                                                                       Will Traynor, para Louisa Clark         

     

Adaptação cinematográfica 


Director: Thea Sharrock
Autora: Jojo Moyes
Género: Romance, drama
Elenco Principal: Emilia Clark ( Louisa Clark) e Sam Claflin (will Traynor)
IMDb: 7,5



Esta obra foi adaptada em cinema, em 16 de Junho de 2016, para a alegria de muitos fãs, e na minha opinião muito bem conseguida. Apesar de pensar que o livro nos transmite sentimentos muito mais fortes. A adaptação cinematográfica , teve como elenco principal Emilia Clark e Sam Claflin e realização de Thea Sharrock, conseguiu colocar muita gente a chorar perante a tela. Levando-me a agradecer a Jojo Moyes bem como aos actores, a oportunidade de poder ver as personagens ganhar vida.
Com o trabalho maravilhoso de todos, e apesar das críticas, este filme conseguiu passar perfeitamente a história presente no livro.