terça-feira, 11 de abril de 2017

O Diário de Mr. Darcy, de Amanda Grange


Autor: Amanda Grange
Titulo: O diário de Mr. Darcy
Género: Romance, Ficção
Editora: sourcebooks landmark

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 "Conversar com Elizabeth não se compara a uma conversa com outrem. Não é um 'lugar comum', mas sim um estimulante exercício para a mente"                                                                                                                                                                                                                    Pensamento de, Mr. Darcy
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Amanda Grange, veio dar ao Mr. Darcy a sua oportunidade de se pronunciar. No decorrer da leitura de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, muitas foram as vezes em que nos perguntamos o que estaria a passar pela cabeça de Mr. Darcy. Seria ele realmente tão superficial? tão orgulhoso? o que acharia ele realmente de Isabel Bennet?

O Diário de Mr. Darcy veio dar-nos essa resposta. Com uma escrita cuidada, a autora teve a atenção de se adaptar à época em questão, e manter as mesmas criticas que Jane Austen fez outrora. Deste modo, e talvez devido ao facto da personalidade de Darcy ser mais contida expressou-se apenas no seu diário, mantendo a mesma cortesia de Jane nos diálogos entre o jovem e os outros personagens da obra.

Assim, fomos conhecendo o coração de Mr. Darcy, os seus pensamentos relativamente à sociedade, a sua luta relativamente à sua relação com Isabel Bennet, e o quanto a sua família e falta de meios contribuiu para que este se mantivesse à distância. 

É através desta obra, que vemos a alteração dos seu sentimentos, o seu orgulho, o desprezo inicial pela família da jovem Isabel e como com o tempo ele se apercebe que tudo o que pensava ser um impedimento para manter uma relação com a jovem não é nada comparativamente ao amor que sente por ela.

Um sentimento, que em conjunto com a recusa de Isabel a casar com ele, e a sua óbvia falta de interesse por Mr. Darcy, o leva a questionar os seus modos e a sua altivez. É deste modo, que o vemos começar a por em causa tudo o que fez anteriormente. Apercebendo-se que tinha errado realmente, e começando a alterar a sua conduta com a jovem, alterando assim por dentro.

Ao encontrarem-se novamente em Pemberley, Mr. Darcy agradece ao destino a sua sorte, porém, a sua esperança de conseguir conquistar a jovem é muito pouca. Mesmo assim, ele vê esse encontro como uma oportunidade de lhe demonstrar a sua verdadeira natureza, o que, apesar de todos os dilemas que o futuro lhes reserva, acaba por se tornar a melhor decisão da sua vida.

Esta obra permite-nos, ver um pouco da sua vida enquanto casados, bem como ver a formação de outro casal, que para mim foi uma surpresa. Embora para a época tivesse a sua lógica.

Um livro inspirador, onde nos apercebemos que a calma que Mr. Darcy demonstrava, era na verdade um esforço para conseguir esconder, o turbilhão de emoções que sentia, disfarçando assim o Orgulho com regras de etiqueta, e classes.

Tive pena de ter de ler o livro em inglês, pois ainda não saiu em Português de Portugal. Porque apesar da linguagem se adaptar muito bem à época em questão, dificultou-me um bocadinho a leitura, tendo de recorrer algumas vezes ao dicionário. Mas apesar disso foi uma óptima leitura.

domingo, 9 de abril de 2017

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen



Autor: Jane Austen
Titulo: Orgulho e Preconceito
Género: Romance de época
Editora: Livraria Civilização Editora
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"Verdade universalmente conhecida é a de que um homem solteiro, na posse de chorudos haveres, necessita deveras duma esposa."
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Tendo "First Impressions" como nome original, " Orgulho e Preconceito" teve o seu lançamento oficial em 1813, após ter sido recusado por editores em 1797.

Jane Austen, sendo uma escritora bem avançada para a sua época, bem como crítica no que diz respeito à sociedade, nesta obra veio criticar/avaliar não apenas os casamentos arranjados com base no dinheiro, mas também a distinção marcante entre homens e mulheres na época. 

Nesta obra, a autora apresenta-nos realidades diferentes. As famílias mais abastardas, onde fazem parte Bingley e Darcy; e as famílias consideradas de um status social inferior, os Bennet e vizinhos.

A história principal gira em torno de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy. Lizzie, como é carinhosamente apelidada, é descrita como uma jovem muito critica, irónica e de certa forma acaba por demonstrar algum preconceito relativamente a Darcy, enquanto que este é muito orgulhoso de si mesmo e arrogante.

Orgulho e Preconceito, é contado pelo ponto de vista de Elizabeth, que tem a sua própria forma de lidar com os problemas relacionados à educação, sociedade, cultura, moral e o casamento, regra geral, brincando com o assunto. 

Quando Mr. Bingley, se decide mudar para Netherfield Park, a casa dos Bennet fica um alvoroço, pois Mrs. Bennet parte do princípio - tal como qualquer mulher da época - que este, sendo bem sucedido, deve estar à procura de esposa. Sendo Bingley considerado um jovem abastado e de boas famílias, Mrs Bennet, cuja maior preocupação é arranjar bons casamentos às suas filhas, decide apresenta-las ao jovem.

Mr. Bingley demonstra-se um cavalheiro, bem-educado e divertido e acaba por demonstrar uma inclinação especial por Jane, irmã mais velha de Isabel. Apesar das interrupções desastrosas da Srª. Bennet, e as três irmãs mais novas, Bingley e Jane vão-se entendendo.
A acompanhá-lo, Bingley trouxe as suas duas irmãs, Caroline Bingley e Louisa Hurst, o seu cunhado, Mr Hurst, e o amigo Fitzwilliam Darcy, o outro grande foco da história.

Darcy é considerado um homem imponente, de “nariz empinado” e orgulhoso, criando uma imediata – e mútua – animosidade com Elizabeth. O sentimento só piora com a chegada de George Wickham, um jovem que conhece Fitzwilliam desde a infância e que não tem pudores em revelar os seus sentimentos pouco favoráveis em relação a este.
Pelo caminho, Jane vai conquistando corações, acabando por sofrer uma desilusão Já Lydia, a mais nova das Bennet, comete um erro, considerado crasso na época.

Apercebemos-nos, deste modo, que nem tudo é o que parece, pois há personagens que nos desiludem, sendo compensadas pelo bom coração que outras demonstram ter.

Com um enredo cheio de aventuras - e desventuras -, é fácil percebermos o ponto de vista crítico de Austen.

Confesso que o livro me deixou a pensar: Quantas vezes não julgamos as pessoas à primeira vista (e quantas vezes, não nos apercebemos que estávamos errados em relação às mesmas)? Quantas vezes «não julgamos gato por lebre» e acabamos “apunhalados”?

Uma obra, que faz suspirar qualquer coração, além de nos apresentar os problemas que as pessoas se deparavam na altura, relativamente ao status. Foi o primeiro contacto que tive com Jane Austen e de certeza não será o último.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Adaptação Cinematográfica - "Becoming Jane"




Director: Julian Jarrold
Roteirista: Kevin Hood e Sarah Williams
Género: Biografia, Romance, Drama
Elenco Principal: Anne Hathaway ( Jane Austen) e James McAvoy ( Thomas Lefroy)
IMDb: 7.1/10




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" Estes escrúpulos podem parecer provincianos, para um senhor com um ar tão altivo. Mas não fui eu que inventei as regras, sou meramente obrigada a segui-las." 
                                           Jane Austen, para Thomas Lefroy
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A adaptação da vida de Jane Austen foi lançada, em Agosto de 2007. Uma adaptação fiel ao que se sabe da autora, tendo sido baseada na correspondência que a mesma trocou com a irmã, Cassandra, sua melhor amiga por toda a vida.

Jane Austen é descrita com frequência como alguém com uma mente demasiado avançada para a sua época, algo que foi demonstrando nas suas obras criticando de forma irónica a sociedade em que vivia. 

Nesta adaptação, Jane é descrita também como uma pessoa inteligente, animada e sarcástica, que não acredita que o casamento tenha a ver com posses e sim com amor. Foi em 1795, que conheceu aquele que veio a ser o seu maior ( e pelo que se sabe) único amor, Thomas Lefroy, e com o qual perdeu contacto em 1796. Esteve noiva uma vez, durante um dia, com Harris Bigg - Wither, em 1802. Porém, acabou por nunca casar, morrendo em Winchester, um ano antes da publicação das obras "Persuasão" e "Abadia de Northanger", com apenas 41 anos, em 18 de Julho de 1817.

Durante a adaptação não fala especificamente nas suas obras, porém, podemos ouvir enquanto ela escreve, partes delas.
Sabe-se que algumas foram inicialmente recusadas, nomeadamente, "Orgulho e Preconceito" e "Razão e Sensibilidade". Tendo sido publicadas mais tarde, sob outro pseudónimo "Uma senhora". Tendo posteriormente, se tornado clássicos da literatura Inglesa. Como eu gosto de viver na actualidade. 

É dito com frequência que Jane Austen pegou em acontecimentos da sua vida para as suas obras, e pessoalmente acredito que assim foi. Porém deu-lhes o final que ela mesma gostaria de ter tido. Penso que através das suas criticas à sociedade e as pessoas da época Jane quis demonstrar a sua opinião da melhor forma que conseguia - Escrevendo. 
É apenas conhecido um retrato da escritora, nomeadamente, um esboço feito pela sua única irmã, Cassandra.

Existem ainda vários documentários sobre a autora que podem ser vistos, nomeadamente, no Canal de História.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Jane Austen



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"Conheça a sua própria felicidade, só precisa de paciencia... ou dê-lhe um nome mais fascinante, chame-a esperança"                                                                                  Jane Austen 
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 Jane Austen

Jane Austen, nasceu em Inglaterra em 16 de Dezembro de 1775. E faleceu em 18 de Julho de 1817. Cresceu numa família de 8 irmãos, sendo a sua melhor amiga a sua irmã mais velha - Cassandra. Nunca nenhuma delas casou. Sendo filha do reverendo e tutor George Austen e sua esposa Cassandra Austen, Jane começou a ter contacto com livros muito cedo, pois como a própria dizia disponham de uma grande biblioteca em casa.
É dificil saber quando começou a escrever pois sabe-se que tinha vários cadernos de anotações que demonstravam que o gosto pela escrita começou bem cedo. Aos 16 anos já dispunha de alguns cadernos armazenados.
Acabou por se tornar conhecida pois as suas obras distinguiam-se das outras, relativamente, aos temas abordados.
As suas obras mais conhecidas são: Sensibilidade e bom senso; Orgulho e Preconceito; Mansfield Park; Emma e Persuasão.
Devido à sua popularidade, ainda nos dias de hoje, foram feitas várias adaptações cinematográficas das suas obras, bem como da sua vida. Farei um post sobre o assunto.



Apenas um dia



                             


Autor: Gayle Forman
Titulo: Apenas um dia
Género: Drama, romance
Editora: Editorial Presença

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"«Ser ou não ser, eis a questão» - é um verso do mais famoso monólogo de Hamlet, que é provavelmente o mais famoso monólogo de Shakespeare." "Mas, e se Shakespeare - e Hamlet - se tivessem enganado na pergunta? E se a questão não fosse « ser ou não ser», mas como ser?"
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Gayle Forman, veio demonstrar de uma forma bem romântica que um acontecimento pode mudar o rumo de uma pessoa.

Depois de Adam e Mia, a autora traz-nos Allyson Healey. Uma menina jovem e muito organizada que tem a vida toda planeada, até que decide fazer algo inesperado para ela.

Durante uma viagem de um curso que foi fazer a Europa, Allyson decide ir assistir a peça "Noite de Reis, em um teatro ao ar livre, onde vê Willem pela primeira vez. Mais tarde, conhece-o, apercebendo-se que o rapaz é o oposto dela. Willem é um ator de espírito livre, que a convida para ir para Paris com ele. Não conseguindo resistir ao jovem esta aceita e vai, passando assim as vinte e quatro horas mais emocionantes e divertidas de sua vida. Mas claro como tudo o que é bom tem um fim, depois de uma noite bem passada, Allyson acorda sem Willem por perto, pois este tinha desaparecido. Assim, ela volta para casa de coração partido.

Porém, alguns meses depois depois de repensar aquela situação Allyson pergunta-se o que terá acontecido e decide ir à procura de respostas. Depois de muito procurar acaba por descobrir o que acontecera a Willem e finalmente voltar a encontra-lo.

O final é deixado em aberto o que pessoalmente não gosto muito, sabemos que eles voltam a encontrar-se mas não sabemos o que acontece a partir daí. Mas em geral é um bom livro.

Nesta obra vemos o crescimento de uma jovem que vai descobrindo o mundo, além de a si própria. Há sua maneira esta aprende sobre o mundo e que por vezes uma "loucura" pode ensinar mais que uma vida planeada ao milímetro.



    

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Adaptação cinematográfica



Director: R. J. Cutler
Escritores: Shauna Cross ( roteiro - adaptação); Gayle Forman (livro)
Género: Drama, Romance
Elenco Principal: Chloe Grace Moretz(Mia) e Jamie Blackley (Adam)
IMDb: 6,8


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"Às vezes tu fazes as escolhas da vida e as vezes as escolhas fazem-te a ti."
                                                                                       Mia
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Esta obra de Gayle Forman foi adaptada em cinema, em 2014, numa adaptação, na minha opinião, muito bem conseguida.
Um filme, em que percebemos perfeitamente a história em conjunto com uma banda sonora "de partir o coração", Acabamos por sofrer com as personagens, chorei praticamente do inicio ao fim do filme porém, valeu a pena.
Podemos sentir a forte ligação de Mia com os pais e com o irmão. E a indecisão entre o ficar com o Adam ou partir com a família, que tanto ama.
Temos de agradecer a Shauna Cross por esta maravilhosa adaptação, que se manteve tão fiél à obra  original, e a Gayle Forman que nos permitiu ver as personagens ganhar vida no ecra. 





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Se eu ficar






Autor: Gayle Forman
Titulo: Se eu ficar
Género: Drama, romance
Editora: Editorial Presença

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" Se ficares, faço o que quiseres. Deixo a banda, vou contigo para Nova Iorque, Mas, se precisares que me vá embora, faço isso também. Estive a falar com Liz e ela disse que, se calhar, regressares à tua vida antiga poderia ser demasiado doloroso; que talvez fosse mais fácil para ti apagares-nos. Isso seria uma merda, mas eu fá-lo-ia. Posso perder-te assim, se não te perder hoje. Eu deixo-te ir. Se ficares."   

                                                                                    De Adam, para Mia
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Mia, tinha uma vida completamente normal, para uma rapariga da sua idade, tendo nesse momento duas opções: por um lado, tem família, o namorado, e os amigos; por outro, tem a oportunidade de ir para Nova Iorque dedicar-se à sua verdadeira paixão - a música.

Até que numa manhã de Fevereiro, quando ela e a sua família resolvem ir dar um passeio de carro, acontece algo inesperado que muda a sua vida para sempre. Ao sofrer um acidente, com graves consequências, esta apercebe-se que a vida pode mudar numa fracção de segundos. 
À medida que os paramédicos a transportam dos destroços quase irreconhecíveis, do automóvel e a tentam reanimar, Mia não pode senão ficar a observara cena, como mera espectadora do seu próprio corpo.

Nas vinte e quatro horas seguintes, a jovem vai debater-se com uma grande decisão, entre o ficar ou partir, tendo de descobrir o verdadeiro sentido da vida, depois daquele trágico acontecimento.

No decorrer da sua obra a autora lança-nos sobre algumas reflexões da vida. Valerá a pena continuar quando perdemos tudo? devemos tentar encontrar sempre um motivo para viver, ou será mais fácil apenas desistir? 

Assim vamos assistindo à alegria inicial de uma jovem apaixonada. À confusão adolescente entre seguir um sonho ou continuar na zona de conforto com quem mais ama. Podemos aperceber-nos do desespero e impotência de quem se vê no meio de uma tragédia sem poder fazer nada. E também a confusão e força de Mia,  filha e irmã, que nos ensina que mesmo quando tudo parece perfeito a vida pode mudar num segundo, restando-nos apenas seguir em frente. Amei toda a escrita, que nos passa grandes ensinamentos acerca do que realmente é viver. E que por vezes isso implica decisões que não estamos prontos para tomar.

Um livro inesquecível de Gayle Forman, com uma escrita fluída, baseada nos pensamentos de Mia. Deste modo, aprendemos que às vezes é necessário olhar para o passado, e tentar olhar, não para o que perdemos mas sim para o que ainda temos, pois onde há vida há esperança.